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Rota do Românico




Rota do Românico


Rota do Românico A Rota do Românico é um projeto turístico-cultural assente no património edificado – mosteiros, igrejas, capelas, castelos, torres, pontes e memoriais – nascido com a fundação da nacionalidade portuguesa e que testemunha o papel relevante deste território na história da nobreza e das ordens religiosas em Portugal. Desenhada, desde 1998, para os concelhos do Vale do Sousa (Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel), a Rota do Românico alargou-se, em 2010, aos municípios de Amarante, Baião, Celorico de Basto, Cinfães, Marco de Canaveses e Resende, localizados no Baixo Tâmega e no Douro Sul.

Igreja de Santa Maria de Jazente Integrada no conjunto de igrejas ditas românico de resistência (tardio), Jazente preserva a simplicidade ornamental que caracterizaria o período da sua edificação. No exterior, domina a composição do portal, rematado por tímpano onde se expõe uma cruz perfurada. No interior, preserva-se a imagem gótica que invoca o seu orago, Santa Maria. A Jazente liga-se i nome do poeta Paulino Cabral, que marcou a segunda metade do século XVIII com os seus sonetos.

Ponte de Fundo de Rua Num dos dois canais de trânsito derivados de Amarante na direção do interior transmontano e do Alto Douro, A Ponte de Fundo de Ruae, sobre o rio Ovelha, é uma robusta estrutura de pedra constituída talvez no século XVII para substituição de travessia anterior. Constituída por quatro arcos desiguais, sobre os quais se sustenta um tabuleiro ligeiramente inclinado, assume-se na paisagem como importante obra de engenharia, por onde se escoavam pessoas e bens neste território da Península Ibérica.

Igreja de Santa Maria de Gondar Igreja de pequenas dimensões, foi edificada no século XIII, dentro do apelidado românico de resistência (tardio): Foi cabeça de um mosteiro feminino, provavelmente fundado por indivíduo da linhagem dos Gundares. Foi secularizada em 1455, por ação de D. Fernando da Guerra, arcebispo de Braga. A sua estrutura românica primitiva sofreu poucas transformações ao longo dos séculos. A arquivolta externa do portal principal exibe o motivo do enxaquetado (enxadrezado), tão caro ao românico português.

Igreja do Salvador de Lufrei Outrora igreja monástica, passou a secular em 1455, à semelhança de Gondar. Aqui existiu uma comunidade feminina da Ordem de São Bento do qual não restam vestígios. Implantada num vale, próximo do local de junção de dois pequenos cursos de água, a Igreja de Lufrei inscreve-se no chamado românico de resistência (tardio), testemunho da sua popularidade entre as comunidades rurais do norte de Portugal. No interior, destaca-se a decoração com pinturas murais a fresco.

Igreja do Salvador de Real Antiga igreja matriz de Real (substituída em 1938), trata-se de um edifício erguido no século XVI. A fachada principal revela um período que anuncia já a chegada do gótico: portal de arco ligeiramente quebrado, sem tímpano, colunas esguias com capitéis de escultura pouco volumosa e expressiva. Na fachada sul, persiste um arcossólio com túmulo, cuja tampa ostenta uma espada gravada. No interior, ainda se apreciam as cruzes de sagração, românicas e inscritas em círculos. Mosteiro do salvador de Travanca Igreja monástica que se distingue, no contexto do património românico português, pelas invulgares dimensões e pela importância da sua ornamentação escultórica (ao nível doa capitéis) e pela extraordinária torre, onde se destaca o belo portal com um Agnus Dei (Cordeiro de Deus). Fundado na esfera de influência dos Gascos (tal como Vila Boa do Bispo, no Marco de Canaveses), Travanca constitui, na idade Média e muito além, um dos principais mosteiros masculinos do Entre-Douro-e-Minho.

Mosteiro de São Martinho de Mancelos Reformado em 1540, quando passou aos religiosos dominicanos do Convento de São Gonçalo ed Amarante, Mancelos constitui-se como um instituto monástico afeto aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho desde o século XII. Pelos vestígios da estrutura românica é provável que a sua edificação se tenha concluído no século seguinte. No interior, destacam-se as pinturas, no conjunto das quais uma, exposta na capela-mor, poderá representar o bispo frei Bartolomeu dos Mártires.

Mosteiro do Salvador de Freixo de Baixo Complexo monástico, implantado em fértil vale, composto por igreja, torre sineira, vestígios do primitivo claustro e da primitiva galilé. Da construção românica subsiste a fachada da igreja. Composto por três arquivoltas, o portal principal evidencia capitéis finamente escupidos com animais e motivos vegetalistas. No interior, despojado e singelo, merece observação atenta a pintura a fresco que representa a cena da Adoração dos Reis Magos (ou Epifania), atribuída à oficina de Bravães I.

Igreja de Santo André de Telões Outrora igreja monástica, Telões era já no século XVI espaço secularizado para onde convergiam as atenções da Colegiada de Guimarães que aqui detinha o direito de padroado. Talvez assim se possa compreender a campanha artística que levou ao preenchimento das paredes da nave e capela-mor com pintura a fresco, de que resta hoje, apenas, um fragmento representando o nascimento de Jesus Cristo (Natividade). Edificada do século XII para o XIII, foi profundamente intervencionada nos séculos seguintes.

Igreja de São João Batista de Gatão A Igreja de Gatão é um monumento que assinala um arco cronológico de construção entre os séculos XIII e XVI, apresentando-se como uma edificação onde se cruzam elementos românicos (a cornija com arquinhos da capela-mor e o portal principal) e outros que anunciam já o período moderno, nomeadamente o conjunto de pintura mural dos séculos XV e XVI patente na capela-mor e nave. Destaca-se na paisagem pela implantação isolada que acentua a sua singularidade.


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